Extração ilegal de palmito ainda é o maior problema do Batalhão Florestal
Extração ilegal de palmito ainda é o maior problema do Batalhão Florestal De janeiro a maio de deste ano foram mais de mil ocorrências no Estado, sendo 74 na região Sul, onde a extração de jussara, porte de arma de caça, pesca ilegal e desmatamento lideram as estatísticas do Batalhão Florestal da PM
Dados apresentados pelo comandante do Batalhão Florestal da Polícia Militar, coronel Fernandes, durante encontro com ambientalistas e ONGs da Região Sul Fluminense, apontam que a extração ilegal de palmito jussara ainda é o maior problema enfrentado pelos policiais na região Sul do Estado. Nas 15 bases do Batalhão espalhadas pelo estado, foram mais de 143 armas de caça apreendidas, sendo 15 no Sul Fluminense.
“Esses números mostram que o nosso trabalho não tem fim, mas precisamos envolver a sociedade para combater o crime ambiental, que vem devastando nossas riquezas naturais de fauna e flora”, explica o coronel.
Com apenas dois pontos de ação da região – uma base em Angra dos Reis e outra em Valença –, a polícia ambiental quer maior envolvimento da sociedade organizada. No sábado, dia 22, o coronel estreitou o canal de comunicação com as ONGs Colibri, Nosso Vale Nossa Vida, Crescente Fértil e Piratingaúna.
Na opinião do ambientalista Prêmio Global 500 da ONU (Organização das Nações Unidas), Vilmar Berna, a idéia é fortalecer o relacionamento do Batalhão Florestal com as ONGs de todo Estado. “O Batalhão Florestal é um grande aliado, pois tem poder de polícia e pode ajudar a evitar a destruição de nossa fauna e flora”, afirmou.
Rocco quer apoiar projetos no Sul do Estado
Impressionado com a riqueza de fauna e flora na área de 30he do Centro de Estudos Ambientais (CEA Júlio Branco), na zona rural do KM-4, em Barra Mansa, o ambientalista Rogério Rocco disse que pretende solicitar a liberação de Termos de Ajustamento de Conduta de empresas poluidoras para serem investidos em projetos na região Sul Fluminense. E usou com exemplo o próprio CEA. “Quero parabenizar o Eduardo Wernech por manter este santuário protegido. E vamos lutar para tentar garantir novos investimentos na produção de mudas, educação ambiental e preservação”, disse Rocco, acompanhado de Pedro Aranha, um dos mais respeitados ambientalistas do país.
População deve ajudar com denúncias, diz coronel
Para o comandante do Batalhão Florestal da PM, o disque-denúncia deve ser usado com mais frequencia pela população. Ele disponibilizou os números 24-3365-5265 (Angra dos Reis), 24-2453-5251 (Valença) e 21-2701-0832 (São Gonçalo, sede do Batalhão).
O presidente da Oscip Piratingaúna, ambientalista Eduardo Wernech, defendeu maior participação da população nos temas envolvem o meio ambiente. Durante o encontro, a Guarda Municipal Ambiental de Barra Mansa recebeu uma denúncia de desmatamento irregular no bairro Abelhas, em Barra Mansa.
Última atualização (Qui, 01 de Julho de 2010 21:52)


