Empreendedorismo verde: Dez ideias de negócios sustentáveis

Empreendedorismo verde: Dez ideias de negócios sustentáveis

A busca por negócios sustentáveis e lucrativos cresce, à medida que aumenta também entre os empresários e novos empreendedores a consciência da importância da preservação do planeta.

A matéria cita uma pesquisa feita pela consultoria inglesa Mintel que mostra que 68% dos americanos compram produtos verdes com frequência. Uma tendência também vista na Europa e que se espalha pelo resto do mundo, inclusive pelo Brasil.

Eis os negócios com maiores chances de sucesso dentro do cenário da sustentabilidade, de acordo com o Empreendedor Online e a Green For All.

1 - Micro financiamento para pequenos empresários

A primeira dificuldade dos novos empreendedores geralmente passa pela questão do financiamento. Apesar da imagem sustentável de alguns bancos, é difícil conseguir financiamento para negócios verdes. Nesse contexto, os fundos de investimento-semente podem ser uma oportunidade para empreendedores sociais. Organizações de microfinanciamento independentes são uma opção de investimento.

2 - Energia renovável

A questão da redução do aquecimento global depende da substituição dos combustíveis fósseis por fontes renováveis. Existem diversas oportunidades para pequenas empresas que ajudem residências e empresas a usarem este tipo de energia. Empresas que promovam a instalação de placas de energia solar são exemplos de negócios com boas possibilidades de crescimento nessa área.

3 - Tecnologia verde

O estudo chama de Tecnologia da Informação verde uma das áreas de maior potencial. A ideia é criar negócios para prestarem serviços a outras empresas como consultorias e análises de gastos energéticos em data-centers, por exemplo. Outro exemplo é o de reciclagem de produtos eletrônicos.

4 - Alimentação

Com os níveis de obesidade cada vez mais altos, a preocupação com uma alimentação mais saudável também cresce. O estudo sugere que há oportunidades para empresas que invistam em alimentos produzidos localmente, sem componentes químicos ou pesticidas. Entre as oportunidades com mais potencial, os pesquisadores ressaltam a venda e produção de café orgânico, a organização de mercados locais ou cooperativas de produtores e restaurantes ou bufês orgânicos.

5 - Construção

Além da questão ecológica, muita gente está buscando especialistas em construção para reduzir as contas de água e luz. Deixar edifícios e casas mais efi cientes, gastando menos energia e dinheiro é uma tendência. Uma opção para negócios sustentáveis e lucrativos é o investimento em telhados verdes, que são cobertos por plantas para reduzir a temperatura do ambiente e ainda dar mais verde para a paisagem.

6 - Paisagismo integrado

Por falar em telhados verdes, os paisagistas estão em alta dentro dos negócios sustentáveis. Em prédios comerciais em busca de certifica ções, como o LEED, muitas vezes é preciso convocar um profissional para ajudar na adequação. Existem inclusive, algumas franquias home based nesta área. Outro tipo de negócio importante é o de serviços de encanador, já que ter boas instalações evita desperdício de água.

7 - Transporte não poluente

O transporte é um dos principais problemas de grandes centros urbanos. O consumo de combustíveis poluentes é enorme e existem poucas alternativas sustentáveis. O estudo, no entanto, ressalta que mesmo negócios simples podem ajudar. O conserto de bicicletas, por exemplo, poderia fazer crescer a frota de bikes nas ruas. Outra opção na área de transporte são táxis com veículos híbridos.

8 - Varejo sustentável

A demanda por produtos eficientes, seguros e não tóxicos é crescente, de acordo com o estudo. Roupas feitas com algodão orgânico e corantes naturais e cosméticos não testados em animais estão na lista de startups que podem crescer.

9 - Limpeza na era da sustentabilidade

Assim como as pessoas não querem vestir ou comer produtos pouco seguros para a saúde e para o meio ambiente, há mercado também para produtos de limpeza ecológicos. Itens biodegradáveis e serviços de limpeza certificados, como por exemplo lava jatos ecologicamente corretos como a franquia Auto Spa Express, são citados na pesquisa.

10 - Reuso é melhor que reciclagem

Reutilizar materiais e produtos antigos é até melhor do que reciclar. O movimento chamado “upcycling” propõe reconstruir peças para terem um período de vida maior. É o caso de roupas e móveis, um nicho colocado pelos pesquisadores como forte. A parte boa é que é possível dar uma cara nova para coisas que já não se usa e até ganhar dinheiro com isso.

Fonte: www.portaldomeioambiente.org.br - Edição Nº 20

PROJETOS ELENCADOS SocioAmbientais e Humanitários

OBJETO
Elaboração, execução e acompanhamento de Projetos custeado com recursos de doação Nacional e internacional voltados para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, especificamente àquelas com grau de carência elevado, oriundas de comunidades carentes com nível de pobreza acentuada, com ações nas áreas: Sociais, Esportivas, Culturais, Saúde, Educação, Agroambiental e Meio Ambiente, com ações e atividades desenvolvidas pela própria Associação e/ou através de parcerias com outras entidades, sem fins lucrativos, com interesse nos objetivos previamente estabelecidos.
 
OBJETIVOS
SOCIAIS:
Apoio a clínicas modelos para tratamento de dependentes químicos;
Apoio ao desenvolvimento de programas para o atendimento à população de rua;
Aquisição/Construção de casas populares para serem doadas a famílias desabrigadas e/ou situação de risco.
CRRI – Centro Regional de Referencia Indígena
 
ESPORTIVAS:
Construção de centros de excelência em treinamento para formação de atletas de futebol para auto rendimento; Compra de uma Fazenda para instalação dos equipamentos.
Apoio a projetos esportivos sociais de escolinhas de futebol e futsal e outras modalidades em que haja demanda; Revitalização de Campos existentes.
Suporte e apoio financeiro, para atletas da região, de qualquer modalidade esportiva que estejam se despontando no cenário regional, estadual e nacional;
 
CULTURAIS:
Elaboração, execução apoio e suporte ao desenvolvimento de eventos culturais diversificados.
Recuperação de espaços culturais; Costrução de Teatro.
Restauração de prédios e espaços tombados pelo Patrimônio Cultural.
 
SAÚDE:
Programas de apoio a saúde de idosos internos em asilos e casas do gênero;
Criação de programa a saúde da população de rua;
Educação:
Construção e operação de Creches Escola, em comunidades carentes;
Construção e operação de Escolas e Universidades
Criação e cursos de informática e idiomas dentro de comunidades carentes;
Cursos de Pós-graduação – Apoio para formação de novos talentos.
 
MEIO AMBIENTE:
Programa de recuperação de nascentes;
Programa de reflorestamento da mata atlântica, matas ciliares, floresta amazônica e cerrado;
Programas de reciclagens; Usina de Plasma para Geração de Energia com a queima de lixo
Centros de produção de mudas.
Produção e criação de Peixes para alimentação e para repovoamento de Rios.
 
TECNOLOGIAS:
Laboratório de micro propagação – Biofábrica.
AGRO -AMBIENTAL: Voltados a suprir pessoas em áreas carentes fornecendo matrizes.
Plantio de Vinhas e Oliveiras com tecnologia Israelense.
Laticínio completo (embalagem de leite em caixas)
Produção de Azeites e Sucos de uva
Criação de Gado, Cabras, Ovelhas, Cavalos (Matrizes) 
 
JUSTIFICATIVA
 
 
Justifica-se a implantação deste megaprojeto, pois visa eliminar as péssimas condições das áreas diversas de atuação a serem recuperadas e o que se refere a qualidade de vida das comunidades a serem contempladas, o que nos remete a grande necessidade de se desenvolver práticas, ações e atividades como as retratadas, visando uma melhoria continua do meio ambiente e buscando melhorias continuas e crescentes, através de atividades que venham atender aos mais necessitados nas demais áreas. A FOME que assola o mundo não pode esperar:

Manipulação da Informação: escolhas e consequências

" Tanto as boas quanto as más notícias fazem parte da verdade, mas divulgar apenas uma e esconder a outra é uma prática desonesta adotada com muita frequência tanto por administrações públicas quanto privadas.”

Por Vilmar Berna*

Tanto as boas quanto as más notícias fazem parte da verdade, mas divulgar apenas uma e esconder a outra é uma prática desonesta adotada com muita frequência tanto por administrações públicas quanto privadas - e também pelos que lhes fazem oposição.

O problema com a verdade é que, embora ela exista de fato, o observador exerce uma influência sobre o que observou e sempre vai distorcer a sua versão dos fatos, em tese, não por alguma maldade ou por que queira enganar, mas por que cada um de nós é um ser único, com história, informações, valores, compromissos e comprometimentos, ideologias, etc, diferentes uns dos outros e ao comunicarmos sobre alguma coisa, um pouco de nós vai junto com a versão que dermos aos fatos.

Essa nossa incapacidade em transmitir os fatos verdadeiramente, não significa que a verdade não possa ser percebida. Ela apenas não pode ser divulgada tal como é de fato.

As comunicações sobre a verdade são apenas versões da verdade verdadeira. E isso abre uma larga avenida para a manipulação da informação. Considerando que informação é poder, aos manipuladores não é um público bem informado que interessa, pois mudanças podem ser perigosas para certos interesses dos que estão no poder e se beneficiam dele. Uma sociedade bem informada pode fazer escolhas diferentes, pode mudar. E fica bem difícil esperar a verdade de quem tem vantagens com a desinformação do público. Quanto mais cegueira, mais escuridão, mais confusão, melhor.

Enquanto para uns só interessa revelar a parte da verdade que lhes favorece, aos opositores interessa o mesmo, só que ao contrário. Não que seja mentiroso omitir parte da verdade, pois mesmo sendo parte, é verdade de qualquer forma - tanto para as boas quanto para as más notícias. Logo, tão importante quanto avaliar uma mensagem, é a credibilidade da fonte. Sabendo disso, os manipuladores da informação nem se dão ao trabalho de debater ideias ou informações que contrariem seus interesses. Vão direto na desqualificação das fontes. Por exemplo, "fulano não tem credibilidade pois é pago pelos administradores. Ou, sicrano não tem credibilidade pois é da oposição". Em tese, caberiam aos veículos da mídia e a seus profissionais de comunicação serem fontes isentas, confiáveis - isso se seus empregos ou sobrevivência econômica também não dependessem das verbas de publicidade públicas ou privadas.

"Eu não tenho escrúpulos; o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde." - a frase dita em 1994, pelo embaixador Rubens Ricupero, então ministro da Fazenda no Governo FHC (Escândalo da Parabólica), ilustra bem essa filosofia. O ministro acabou tendo de renunciar por dizer uma verdade que todos sabem, mas que não pode ser dita.

O direito de pensar, de criticar, praticamente fica abolido. Na prática, é a Lei da mordaça, ampla, geral e irrestrita. Falar 'mal', divulgar notícia desfavorável a uma administração - seja publica ou privada - é coisa da oposição. E o contrário também é verdadeiro. Um opositor que elogie o contrário é visto com desconfiança.

É como um diálogo de cegos, surdos e mudos, como aquela imagem dos três macaquinhos. As pessoas falam, mas ninguém escuta. E, se escutam, não acreditam. Escolheram acreditar apenas nas partes da verdades - ou em fantasias, ou em mentiras mesmo - já preestabelecidas. E escolhem fontes de informação que não contrariem suas verdades, mas ao contrário, que as fundamentem ainda mais. É como viver num mundo de Alices no País das Maravilhas, construído a sua própria imagem e semelhança. Como diz a canção, "eu só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder". Muito poucos se interessam pela verdade desinteressadamente. Sendo poder, sempre haverá alguma vantagem na informação que se divulga. E vantagem não precisa ser só no sentido econômico. Existe vantagem na informação que empresta um sentido ao mundo, explica a realidade de um jeito que esteja do nosso agrado.

Muita gente pode preferir a meia verdade ou até mesmo a mentira, desde que alivie a dor. E ninguém está dentro do outro para saber onde doi, e o que dói. Até promessas já comprovadamente falsas ainda podem continuar servindo como esperança - especialmente onde não se percebe mais nenhuma esperança. A vida precisa tanto de esperança quanto precisa de oxigênio, a ponto de alguns se confortarem com falsas promessas, ideologias, mentiras, fantasias, com a consequência de colocar uma espécie de véu diante dos olhos. O pior cego é aquele que não quer ver, e o pior entre os piores, é o que trama e manipula para que os outros não vejam. Parafraseando Marina Colasanti, a gente se acostuma com as meias verdades e até com as mentiras, mas não devia.A vida, sugeriu Sartre, é um equilíbrio entre escolhas e consequências. Se escolhemos aceitar conviver com meias verdades e mentiras confortáveis, seguiremos conduzidos como gado ao matadouro. "Eh, vida de gado, povo marcado, povo feliz!", denuncia a canção.

*Vilmar Berna é escritor e jornalista. Fundou a REBIA - Rede brasileira de Informação Ambiental. Edita deste janeiro de 1996 a Revista do Meio Ambiente e o Portal do Meio Ambiente. Em 1999, recebeu no Japão o Prêmio global 500 da ONU para o Meio Ambiente e, em 2003, o Prêmio Verde das Américas.

Democracia é para os fortes

Por Vilmar S.D. Berna*

Rótulos são para os fracos que tentam fugir do debate por que não tem argumentos.

É exatamente do encontro com quem me desafia, me confronta, me contradiz - claro, respeitosa e elegantemente - que tenho a chance de exercitar melhor minha capacidade de argumentação, onde meus valores e conhecimentos terão de ser testados, e posso sair do debate melhor do que entrei, posso aprender, posso mudar, posso ajudar o outro a aprender e a mudar também se ele quiser.

Quem pensa diferente de mim não é meu inimigo. Apenas é uma pessoa que pensa diferente de mim. Não é mais importante que eu por isso, nem eu mais importante que ela.

Não sou obrigado a ganhar todas as discussões, não tenho pretensões de ser dono da verdade ou da razão, pois várias vezes já estive errado. Muito menos me sinto na obrigação de convencer ninguém, especialmente se já estiver convencido ou se recebe benefícios e vantagens em não se deixar convencer. 

Numa democracia existem mecanismos para arbitrar as diferenças. Somos livres para pensar o que quisermos, mesmo que contrarie as próprias leis, mas nossas ações são limitadas pelas leis. Ou sofreremos as consequências.

Sim, certas diferenças são duras de suportar e nos testam aos limites. Entretanto, não mudam o fato de que o pensamento é livre, enquanto a expressão desse pensamento, e principalmente as ações que podem resultar dele, precisa se subordinar as leis. Pedófilos, torturadores, machistas, racistas, são o que são, livres, mas responsáveis legalmente por suas palavras e ações.

A democracia, apesar de todos as suas fragilidades, é um regime de fortes, da força da lei sobre a vontade de grupos ou indivíduos. Diferente de ditaduras - a esquerda ou a direita -, em que a verdade é uma só e a liberdade do contraditório pode ser confundida com subversão ao ditador de plantão.

Na democracia, temos o direito igual de sermos diferentes sem sermos discriminados por isso.

Não existe meia liberdade. Se quero ser livre e exercer meus direitos de pensar e ser diferente, preciso aceitar e aprender a conviver com a diferença do outro, goste ou não. 

Não posso exigir que alguém goste de mim, de minhas idéias, mas posso e exijo respeito.

O mundo seria um lugar muito chato se todos pensassem igual. 

A natureza ensina, onde existe biodiversidade existe vida. 

Como no jogo de futebol, as palavras e as ideias são como a bola, que passamos para outro. As vezes resulta em gol, as vezes precisa começar tudo de novo do início. Se todos jogassem no gol, não teria jogo.

Precisamos de uma educação desde o início, em que nossas  crianças sejam estimuladas a lidar com os diferentes e a debater sobre as diferenças.

Ninguém nasce sabendo ser democrático. Democracia  precisa ser aprendida  desde a família, na escola e na sociedade inteira. A vida toda. O tempo da censura não tem lugar nas democracias. Também não existe espaço nas democracias para o "cala a boca, você sabe com quem está falando? Quem manda aqui sou eu!", muito menos para 'zoacao' ou 'trote' como ritual para ser admitido pelo grupo.

*Vilmar S.D. Berna é escritor e jornalista. Fundou a REBIA - Rede Brasileira de Informação Ambiental. É editor desde janeiro de 1996 da Revista do Meio Ambiente e do Portal do Meio Ambiente. Em 1999, recebeu no Japão o Prêmio global 500 da ONU para o Meio Ambiente e, em 2003, o Prêmio Verde das Américas.

 

Ninguém nasce sabendo ser democrático

Ninguém nasce sabendo ser democrático, sabendo dividir, respeitar diferenças e direitos. Estes serão aprendizados de uma vida toda.

Uma sociedade democrática não é feita de suas leis e instituições. Estas são apenas abstrações jurídicas, só existem no papel.

Uma sociedade democrática nasce das lutas pela cidadania e pela democracia, e é feita por pessoas e pelo que essas pessoas escolheram convencionar entre si, e também pelos seus representantes - que fazem e fiscalizam as leis em nome de todos.

Numa democracia nenhum indivíduo, por mais importante que seja, pode estar acima das leis. Por isso, os que são escolhidos para fazer as leis e fiscaliza-las, em nome de todos, merecem tanta importância. Entretanto, a ação democrática não se esgota apenas com a transferência de poder, com o voto na urna, mas vai além disso. Ser democrático é um estilo de vida, uma forma de escolher estar no mundo e fazer a diferença. Alguns escolhem ser totalitários, donos da verdade, ditadores, outros escolhem o contrário, aceitam as diferenças de opinião, de idéias, como um fato natural da vida.

A democracia é viva. É um exercício de cidadania, uma construção de nossa própria personalidade. Alguém que viva numa democracia mal compreende o que é viver numa ditadura, e vice-versa, tão diferente são tais realidades e visão de mundo.

Considerando que não existe um único indivíduo igual ao outro no universo, o que temos de comum uns com os outros são mais nossas diferenças que nossas semelhanças. Então, parece ser de bom senso aprendermos a conviver com as diferenças, aprender a negociar conflitos, reconhecer até onde vão nossos direitos e onde começam os dos outros.

Somos iguais em dignidade humana e perante a lei. Fora isso, somos todos diferentes, e precisamos aprender a nos respeitar e aprender que a diferença não é um demérito, mas uma vantagem evolutiva. Sempre que um ecossistema perde sua biodiversidade se encaminha para o final. Na natureza, quando mais diversos, mais fortes, quando menos diversos, mais fracos.

Democracia é educação e treinamento, e começa na família, desde a primeira infância. Para quem tem irmãos parece mais fácil que para quem é filho unico.

Uma vez perguntaram a um especialista qual era a diferença entre educação e treinamento e ele respondeu com outra pergunta: "Você educa ou treina sua filha sexualmente?"

Famílias e ambientes totalitários (tipo, 'quem manda aqui sou eu', 'cala a boca', 'criança não deve se meter em assuntos de adultos', etc) não ajudam a formar bons democratas, assim como ambientes permissivos ('passar a mão por cima') também não.

Nem sempre é fácil.

Às vezes, diante de certas diferenças, a distância parece ser a melhor estratégia. Às vezes, não.

Aprender a ser tolerante, a respeitar as diferenças - mais que uma medida de bom senso ( pois para ser respeitado também precisamos saber respeitar ), é uma estratégia de  ampliar nossas redes de relações para muito além dos que pensam como nós, torcem pelo mesmo time, abraçam as mesmas causas políticas e ideológicas.

Os diferentes de nós nos acrescentam, nos desafiam a pensar, a melhorar nossos argumentos, nos ajudam a apreciar a vida sem julgar, sem desejar que o mundo seja a nossa imagem e semelhança, ampliam nossos horizontes.

Entretanto, uma sociedade democrática pressupõe escolhas, decisões, e para decidirmos, precisamos, por um lado, de informações e, por outro, de valores.

Um caçador, por exemplo, pode possuir mais informações sobre a fauna e seu comportamento que muitos ambientalistas, mas não usa estas informações para preservar a fauna, mas para extingui-la.

O desafio para uma sociedade democrática e sustentável, é oferecer informações ambientais verdadeiras, mas, ir além disso, e também oferecer valores a serviço da vida e da sustentabilidade.

*Vilmar S.D. Berna é escritor e jornalista. Fundou a REBIA - Rede Brasileira de Informação Ambiental. É editor desde janeiro de 1996 da Revista do Meio Ambiente e do Portal do Meio Ambiente. Em 1999, recebeu no Japão o Prêmio global 500 da ONU para o Meio Ambiente e, em 2003, o Prêmio Verde das Américas.

O Cristão deve ser o primeiro a cuidar do Meio Ambiente??


Primeiro devemos pesquisar profundamente o que a Bíblia realmente ensina desde a criação de tudo por nosso DEUS que é soberano sobre todas as coisas, isso começa lá em Genesis onde nos mostra como foi criada toda a natureza que é nosso meio ambiente e foi nos dada a responsabilidade em relação a ela. por isso não há desculpas para que não seja cuidada obrigatoriamente por nós Cristãos. A responsabilidade vem no ato da criação do Homem – Genêsis 1: 26 Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Desta forma temos que arregaçar as mangas e corrigir os erros do nosso precário entendimento e agir de modo coerente e tornarmos realmente guardiões e protetores da terra pois essa missão nos foi dada pela vontade de Deus para agirmos em defesa da natureza e agir baseados no conhecimento que está na palavra. Leia e releia com atenção se Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a; dominai sobre os peixes do mar, as aves dos céus e todos os animais que rastejam pela terra”. Deus disse: “Eu vos dou todas as ervas que dão semente, que estão sobre toda a superfície da terra, e todas as árvores que dão frutos que dão semente: isso será vosso alimento. A todas as feras, a todas as aves do céu, a tudo o que rasteja sobre a terra e que é animando de vida, eu dou como alimento toda a verdura das plantas”, e assim se fez (Gn 1,28-30). Em razão da FLORA em Deuteronômio (20,19-20) fala da proibição do desmatamento de árvores frutíferas para ações na guerra: “Versículo -19 - Quando sitiares uma cidade por muito tempo, pelejando contra ela para a tomar, não destruirás o seu arvoredo, metendo nele o machado, porque dele comerás; pelo que não o cortarás, pois será a árvore do campo algum homem, para que fosse sitiada por ti? No versículo -20- Mas as árvores cujos frutos souberes não se comem, destruí-las-ás, cortando-as; e, contra a cidade que guerrear contra ti, edificarás baluartes, até que seja derribada.” O Desafio do Cristão é buscar o que está na Bíblia e aplicar no nosso Dia a Dia, todos nós devemos fazer uma reflexão em cima do que estamos fazendo em benefício do planeta e do que podemos melhorar. Nossa responsabilidade perante a missão dada por Deus a nós tem que ser prioridade.
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