CRIME AMBIENTAL COMETIDO POR PALMITEIROS

Foram apreendidos mais de 400 kg de Palmito Juçara (Euterpe Edulis), in natura, extraídos ilegalmente do Parque Nacional do Itatiaia. A ganancia do homem está levando esta espécia a extinção. Esperamos que os envolvidos sejam punidos exemplarmente. Como sambemos a palmeira Juçara é considerada uma espécie chave dentro do ecossistema da Floresta da Mata Atlântica. É um elo importante da flora, devido ao grande interesse que espécies da fauna (aves, como o tucano e a jacutinga, e pequenos roedores, como a cotia e a paca) têm pelos frutos desta palmeira. Estas e outras espécies da fauna são vetores de disseminação do juçara por toda a floresta. Os frutos ocorrem em boa quantidade e permanecem nos cachos por grande período a cada frutificação, chegando a seis meses de disponibilidade desde seu aparecimento até a maturação. Há, pois, uma estreita relação entre a fauna e a palmeira juçara; daí a grande importância de sua manutenção. Sem contar que leva ao menos de 12 a 15 anos para ser uma palmeira adulta. Para registrar a OSCIP – Associação Ecológica Piratingaúna está produzindo em seus viveiros, desde a germinação até a fase de plantio a palmeira juçara com vista a recomposição e enriquecimento da flora da Mata Atlântica, sendo assim, nós que sabemos o trabalho que dá para produzi-la, nos deixa ainda mais indignados por conta deste CRIME cometido contra o PARNA Itatiaia.

Eduardo Wernech Presidente – OSCIP

Associação Ecológica Piratingaúna e a responsabilidade com o meio ambiente

Situada em Barra Mansa a associação nasceu em 2000 como Ong Piratingaúna e três anos depois se transformou em Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) atuando em Recursos Hídricos, Poluição, Saneamento, Uso e Ocupação do Solo, Fauna, Flora, Social, Ambientalista, Ecológica, Educativa e Cultural.

A Oscip construiu viveiros para produção de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, em vista da demanda e necessidade de reflorestamento de áreas degradadas ou de enriquecimento no entorno das áreas a serem preservadas ou cumprimento do Termo de Ajuste de Conduta (TAC). Por isso, não há varejo de mudas, elas são distribuídas apenas para esse tipo de projeto. De acordo com o ambientalista e presidente da Oscip Eduardo Wernech, o Viveiro também serve como laboratório de produção de adubo orgânico e, como instrumento pedagógico para os estudantes que visitam diariamente o Centro de Estudos Ambiental denominado Júlio Branco. “Um dos pontos fortes do programa é a parceria como Instituto Educa- Mata Atlântica por conta do Projeto Volta Cicuta, onde temos também outros parceiros viveiristas o que faz com que a diversidade na produção chegue a mais de 150 espécies nativas.

O projeto do Centro de Estudos Ambientais (CEA) é gerenciado pela Bióloga Valeria de Almeida e temos parceria com diversas instituições de ensino, onde os alunos fazem suas pesquisas e estágios no Viveiro”, citou o presidente, acrescentando que em torno do viveiro está uma área de 30 hectares de preservação, esta área está sendo preparada para ser uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN ). A Oscip é responsável pelo reflorestamento de 30% no entorno da Floresta da Cicuta, às margens do Rio Brandão, em Volta Redonda.

O trabalho é acompanhado in loco pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pelo Ministério Público Federal (MPF).“Prestamos conta de todos os serviços realizados,destacou Eduardo. A Oscip também é gestora financeira do Greenmeeting,um fórum permanente que atua na execução e na implementação das metas e propostas do Encontro Verde das Américas, podendo se reunir em Conferência em prol de determinadas ações ou questionamentos, que se fizerem necessários para a “Busca de Soluções”.

Alem de incentivo a projetos sócio-ambientais. São parceiros também da Rede Brasileira de Informação Ambiental (Rebia) que edita e distribui gratuitamente a Revista do Meio Ambiente. Além do meio ambiente, Eduardo Wernech em 2007 e 2009 teve um outro convênio como Governo Federal: o Projeto Esporte e Lazer da Cidade (PELC), foram núcleos esportivos que atenderam mais de três mil crianças,seja no bairro Vila Maria em Barra Mansa, além disso o projeto contava com outros núcleos em Angra dos Reis e Paraty.

“O projeto durou um ano e o Governo Federal já deu baixa na prestação de contas, ou seja, todas aprovadas”. E a prestação de contas anual da OSCIP com todas as informações estão disponibilizadas no site do Ministério da Justiça no CNES público. O próximo objetivo de Wernech é expandir os viveiros que será provavelmente na cidade de Bananal. “A ampliação será feita ainda neste ano, já estamos comprando sementes certificadas. Por conta da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil, há projetos do Governo para plantio de Mata Atlântica em outros pontos a serem definidos e com certeza estarem o sem mais esse projeto”, concluiu. Os viveiros da Oscip fica na estrada Barra Mansa- Bananal, no bairro KM4, nº 1913,contatos podem ser feitos pelos telefones (24) 8814-3066; (24)9264-2353; (24) 7811-6082 ID: 12*88984 ou ainda através do email eduardo.wernech@piratingauna.org. ONG X OSCIP Existe uma certa confusão no que diz respeito ao termo OSCIP, de modo geral, a OSCIP é entendida como uma instituição em si mesma, porém, OSCIP é uma qualificação decorrente da lei 9.790 de23/03/99. Para entender melhor o assunto, é preciso esclarecer uma outra questão em relação a outro termo diretamente relacionado a OSCIP; as ONG's. OSCIP é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público equalificação específica junto ao Ministério da Justiça,pode-se dizer que OSCIPs “não são ONGs”,pois renovam certificado emitido pelo poder público federal anualmente ao comprovar o cumprimento de certos requisitos e prestação de contas em dia."

Nota: O texto desta matéria é uma publicação do Jornal A Voz da Cidade, publicado em 22/11/2011 - no caderno Variedades.

Eduardo Wernech Presidente - OSCIP

 

Nascente do Córrego Cotiara vira deposito de entulho

Moradores do bairro São Genaro pedem providências para retirada do entulho

O Jornal Folha do Interior recebeu a denúncia dos moradores do Bairro São Genaro, em Barra Mansa, de que a nascente do Rio Cotiara que passa pelo bairro, estaria recebendo entulho, restos de obras, telhas de amianto que são altamente poluentes. São muitas telhas de amianto. Para o Ambientalista e presidente da Associação Ecológica Piratingaúna (Oscip) Eduardo Wernech, os moradores devem cobrar providências por parte do poder público municipal, para que façam o recolhimento e destinação final adequada aos entulhos jogados incorretamente próximos a nascente do Córrego Cotiara, no bairro São Genaro. “É um absurdo com os moradores do bairro, isso demonstra o total descaso e incompetência por parte da prefeitura de Barra Mansa em relação ao Meio Ambiente, que é um direito de todos” afirma o ambientalista. O Coordenador de Resíduos Sólidos do SAAE, Jackson Rabelo, disse que é difícil saber de onde vem o material jogado irregularmente ás margens da nascente do Córrego Cotiara, e que a pessoa que for flagrada jogando lixo entulho no córrego será multada. Jackson também disse que o infrator responderá processo por crime ambiental, e se for pego poderá ser preso. Jackson afirmou que até o começo da semana, irá ao bairro São Genaro para verificar as condições do local e a possibilidade da retirada do entulho, e vai também comunicar o proprietário do terreno em que os entulhos estão sendo lançados, para que coloque uma cerca no local, afim de acabar com o despejo irregular de entulhos. O Coordenador pede ainda que os moradores do bairro colaborem e denunciem caso vejam alguma irregularidade, pelos telefones: 3322-6195 e 3322-9100.

Publicada em 28 de outubro de 2011 - 18 h 8 - Jornal Folha do Interior. http://www.folhadointerior.com.br

Nota do Blog: É bom lembrar que as telhas de amianto foram destruídas com a chuva de Granizo acontecida em abril deste ano e já estamos no final de outubro, portanto a Coordenadoria de Resíduos Sólidos não tomou as devidas providências até hoje, isto posto, vale ressaltar que ali provavelmente é também um criadouro do mosquito da Dengue. Em vez de desculpas esfarrapadas que resolvam o problema com urgência.

Eduardo Wernech - Presidente da OSCIP

Entorno da ARIE – Floresta da Cicuta está mais verde

Resultado de um TAC – Termo de Ajuste de Conduta, acordo entre a empresa Construtora Queiroz Galvão e o MPF – Ministério Público Federal (Barra Mansa/Volta Redonda-RJ), está deixando o entorno da ARIE – Floresta da Cicuta mais verde. É a chamada compensação ambiental, que já mostra resultados, pois mais de 80 mil mudas de árvores nativas da Mata Atlântica foram plantadas e já vamos completar um ano de manutenção e por conta das intempéries devido a grande estiagem, vamos agora iniciar o replantio de mais 5 mil mudas e o enriquecimento com mais 2 mil mudas. Com a manutenção já anteriormente prevista logo depois da implantação, vamos cuidar delas por 36 meses no mínimo, o que garante que essas mudas atinjam um estágio para sobreviverem sozinhas.

Para nós da OSCIP – Associação Ecológica Piratingaúna, as árvores são consideradas patrimônio da humanidade. A diversidade de espécies que distribuímos em uma área de 40 Ha, cerca de 105, vem de uma produção cuidada com muita dedicação e carinho. "Um dos objetivos é o aumento das nossas áreas verdes e o enriquecimento biológico das nossas matas também", diz a bióloga, Valeria de Almeida.

Eduardo Wernech Presidente - OSCIP

Belo Monte e a necessidade de um novo equilíbrio de forças na ONU foram temas de debates neste XI Encontro Verde das Américas

“Entre os temas mais polêmicos, esteve o de Belo Monte, onde tanto líder indígena Marcos Terena de um lado e o Dr. Valter Cardea, diretor de Geração da Eletrobrás, de outro, tiveram espaço para colocarem suas visões e debaterem ideais, permitindo chegar ao entendimento possível dada as circunstâncias democráticas em que o povo brasileiro precisa e demanda por novas fontes de energia para o seu crescimento. Inicialmente duramente questionado pelo líder indígena, o Dr. Cardeal teve a tranquilidade e o espaço para explicar sobre as novas Hidrelétricas, incluindo Belo Monte, detalhar seus impactos socioambientais, a conservação do meio ambiente e o respeito ao Cidadão assegurando ao público os cuidados com os quais o Governo Federal está tratando não apenas do meio ambiente, mas os direitos das pessoas que serão afetadas. Em relação aos índios, o Dr. Cardeal explicou que todas as comunidades foram ouvidas e assegurou que o Projeto de Belo Monte não provocará inundação de Terra Indígena. Como exemplo de experiências bem sucedidas de programas de geração de energia elétrica e povos indígenas, o representante da Eletrobrás mostrou a experiência da Usina de Tucuruí, da Eletronorte, e as nações Parakanã e Waimiri-Atroari, onde a existência do empreendimento permitiu inverter a tendência de decréscimo populacional e aumento da vulnerabilidade e da segurança social daqueles povos indígenas que hoje podem contar com saúde, educação, qualidade de vida e um crescimento populacional antes inimaginável.“ - (Texto do site do Greenmeeting.)

Há ainda muito a discutir em relação a este empreendimento pela grandiosidade e pela questões ambientais, só não dá apenas para radicalizar sistematicamente, está na hora de buscar equilíbrio entre todas as partes interessadas, Ambientalista sim, Eco doido não.

Eduardo Wernech Presidente Oscip – Piratingaúna.

DIGA NÃO ÀS QUEIMADAS. Denuncie!

A secretaria estadual do Ambiente do Rio de Janeiro e o Instituto Estadual de Florestas (IEF) todos os anos, nesta época de estiagem, decretaram estado de alerta em relação as QUEIMADAS, mas percebemos que isto é muito pouco, pois se a população não for educada e solidária com os Bombeiros e até mesmo agindo como voluntária não surte efeito.

Para se ter uma ideia da dimensão do problema no ano passado foram milhares de atendimentos feitos pelas corporações do Corpo de Bombeiros pelo estado afora. Nós da OSCIP - Associação Ecológica Piratingaúna, fazemos um apelo, nada de balão, nada de queimada, de fazer piquenique com fogo, de jogar guimba de cigarro pela janela. Se acaso você vir alguém ateando fogo para limpar estradas, queimando lixo ou preparando terreno para a agricultura liguem imediatamente para a Polícia Civil ou para a Polícia Militar, pois Queimada é CRIME.

Vale ressaltar que este ano está sendo um dos mais críticos, segundo dados do INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, que monitora o todo o território nacional, é estarrecedor os números, para exemplificar esses satélites registraram no dia de hoje, 12 de setembro de 2011, 13.387 focos de incêndio no País, com um acumulado de mais de 57.000 de janeiro a setembro. O nosso Estado do Rio de Janeiro, conta com mais de 30 focos de incêndio, é preciso lembrar que no ano passado focos de incêndios destruíram partes de áreas de preservação ambiental e propriedades privadas.

Foram destruídos 1.200 hectares em parques estaduais e federais. Os danos foram grandes, na Serra dos Órgãos, na região serrana fluminense. O Parque Nacional de Itatiaia, que possui 30 mil hectares de preservação, foi o mais atingido e perdeu centenas de hectares para o fogo. Todos sabemos que apesar de ser CRIME as queimadas urbanas é uma prática comum entre a população. Método habitualmente utilizado para eliminar resíduos de podas de árvores e roçagem de terrenos vazios, o fogo também é usado para queimar lixo e outros materiais que, após entrarem em combustão, costumam ser tóxicos aos seres humanos e ao meio ambiente e há o fator da queima de campo e mesmo a queima das restevas de lavoura (para facilitar o preparo do solo) prejudicam o solo. Aliás, diversas campanhas têm sido realizadas, de combate à queima dos campos. Portanto, não é por falta de divulgação e alerta que esta prática, antes rotineira, ainda seja utilizada. O que mais surpreende é que todos sabem de modo geral, que a queima de lixo libera, também, dioxinas e furanos.

Seria tedioso relacionar todo o arsenal tóxico liberado nas queimadas feitas em muitas áreas de reciclagem, bem como naquelas provocadas em “lixões e lixinhos clandestinos”, onde se queima tudo que é possível. Entretanto para encerrar apelamos a todos “ DIGA NÃO ÀS QUEIMADAS”. Denuncie! "Quando agredida, a natureza não se defende. Apenas se vinga." --- Albert Einstein Eduardo Wernech Presidente da OSCIP Piratingaúna

 

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